Novo museu ao lado do Inhotim
Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, se prepara para receber mais um megaprojeto cultural. Depois de se consagrar como rota obrigatória de amantes da arte ao abrigar o Instituto Inhotim, a cidade verá nascer um novo museu de arte contemporânea.
A iniciativa parte de Bernardo Paz, o mesmo empresário visionário que, nos anos 1980, começou a transformar uma fazenda em um dos maiores centros de arte a céu aberto do planeta. Ademais, agora, ele ergue um complexo ao lado do museu original, ampliando a oferta cultural da região.
O projeto, no entanto, ainda não tem nome — e poucos detalhes foram revelados. Por outro lado, o que se sabe é que as obras já estão em andamento e que o local escolhido se situa na vizinhança imediata do Inhotim, ocupando uma área antes rural.
Projeto sem nome já desenha paisagem
Há algum tempo, o terreno vem sendo preparado para abrigar o novo equipamento. Por exemplo, grandes lagos foram escavados e já refletem as copas de árvores adultas, transplantadas de outras regiões do Brasil. Ou seja, a escolha por vegetação de porte mostra a intenção de criar, desde já, uma experiência imersiva para o futuro visitante. No entanto, a fonte próxima ao empreendimento não detalhou quantas espécies compõem a flora nem a extensão exata da área ajardinada.
Contudo, a movimentação de máquinas e caminhões já é notada por moradores e frequentadores do Inhotim. Embora a identidade visual do novo museu ainda seja um mistério, a paisagem que desponta indica que a relação entre arte e natureza continuará sendo o fio condutor do projeto.
A assinatura do fundador do Inhotim
A ligação entre o novo museu e o Inhotim vai além da cerca que pode um dia separá-los. Ou seja, Bernardo Paz, mineiro de Belo Horizonte, foi o idealizador e grande financiador do Inhotim desde sua fundação. Além disso, durante mais de três décadas, ele colecionou obras e construiu pavilhões assinados por arquitetos renomados, atraindo artistas do calibre de Hélio Oiticica, Adriana Varejão e Chris Burden.
Agora, aos 73 anos, Paz demonstra fôlego para empreitadas semelhantes. Por outro lado, o novo espaço carrega sua assinatura pessoal, mas as intenções curatoriais e o tamanho do acervo permanecem sob sigilo. Além disso, a fonte não detalhou se o projeto seguirá a linha de arte contemporânea que caracteriza o Inhotim ou se apostará em novas linguagens.
A doação que tornou o Inhotim independente
Em 2022, Bernardo Paz formalizou a doação de todo o patrimônio do Inhotim: as obras de arte, as galerias e o próprio terreno. Assim sendo, o gesto consolidou a transição do museu de uma iniciativa privada para uma organização independente e sem fins lucrativos. Consequentemente, desde então, o empresário se afastou da gestão cotidiana do instituto e passou a se dedicar a projetos pessoais financiados com recursos próprios na região.
A doação foi vista pelo mercado da arte como um movimento de profissionalização e perenização do Inhotim. Dessa forma, a nova estrutura de governança, composta por um conselho e diretores executivos, assumiu a responsabilidade de preservar e expandir o legado. Enquanto isso, Paz manteve-se como figura presente, mas agora atuando como um mecenas externo, sem poder decisório sobre os rumos da instituição.
Inhotim se manifesta sobre nova empreitada
Questionado sobre a possibilidade de colaboração com o novo museu de Paz, o Inhotim divulgou uma nota ao jornal O Tempo, no final do ano passado. Ou seja, o texto afirmava que o instituto atua de forma autônoma e que não havia qualquer tratativa para integração ou gestão compartilhada com os novos projetos privados do fundador. Dessa forma, a nota foi interpretada como um recado direto ao mercado e ao público: o Inhotim seguirá seu caminho independente, sem se confundir com os empreendimentos paralelos de seu criador.
Especialistas em gestão cultural ouvidos pela reportagem avaliam que a separação é saudável para ambas as partes, garantindo que o Inhotim não dependa de recursos de um único benfeitor e que Paz possa experimentar com maior liberdade criativa. No entanto, nenhum porta-voz do novo museu foi encontrado para comentar a declaração.
O que ainda é mistério
Contudo, apesar do burburinho, muitas perguntas seguem sem resposta. Qual será o nome do museu? Quando será inaugurado? Qual o perfil das obras que abrigará? Além disso, a assessoria de Bernardo Paz não respondeu aos contatos da imprensa. Contudo, a fonte que acompanha o projeto limitou-se a confirmar as informações sobre a preparação do terreno e a ausência de vínculo formal com o Inhotim.
A imprensa local chegou a noticiar que o complexo poderia ter até 40 pavilhões e 3 mil obras, mas esses números não foram confirmados por nenhuma fonte oficial ligada a Bernardo Paz. Dessa forma, o sigilo em torno do projeto alimenta especulações entre curadores e artistas, que veem no novo espaço a chance de um raro mecenato privado de grande escala.
Contudo, enquanto isso, Brumadinho espera. Dessa forma, a cidade, que já viu seu turismo cultural disparar nas últimas duas décadas, pode se tornar um cluster de arte contemporânea sem paralelo no país. Contudo, resta saber se o novo museu conseguirá construir uma identidade própria ou se viverá à sombra do gigante vizinho.
Fonte
- www.melhoresdestinos.com.br
- Entrar (melhores.la)
- jornal O Tempo revelou que obras de paisagismo estavam em andamento (www.otempo.com.br)
- coluna Plástico , de Silas Martí, na Folha de S.Paulo (www1.folha.uol.com.br)
- Compre aqui seu ingresso para visitar o Instituto Inhotim! (www.civitatis.com)
- Compre aqui (www.civitatis.com)