Azul Conecta avalia retorno ao Rio Grande do Sul
A Azul Conecta está avaliando a retomada de operações no Rio Grande do Sul. A informação foi compartilhada pelo CEO Vitor Cordeiro em entrevista à CNN Brasil. A empresa havia cancelado voos em nove cidades do estado, mas agora estuda um possível retorno.
À época da estreia da Azul Conecta, o governo gaúcho reduziu o ICMS sobre o querosene de aviação. Quanto mais rotas, assentos e frequência de voos uma empresa oferecesse no Rio Grande do Sul, menos imposto pagaria sobre o combustível. Esse incentivo pode ter influenciado a decisão de reavaliar a presença no estado.
Ampliação no Paraná também está nos planos
A Azul Conecta também está avaliando ampliar operações no Paraná. No estado, a empresa já pousa em Umuarama, Guaíra, União da Vitória e Telemaco Borba. A possível expansão depende de fatores como custos e infraestrutura.
Segundo o CEO da Azul Conecta, a disparada nos custos com o querosene de aviação por conta da guerra no Oriente Médio seria um obstáculo para o avanço da empresa no interior do país. Desde o começo do conflito, no fim de fevereiro, o preço do QAV no Brasil subiu cerca de 65%. Ontem, a Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no valor do insumo para este mês – a primeira queda desde março.
Infraestrutura dos aeroportos é desafio
Na visão de Cordeiro, outro ponto importante é a estrutura dos aeroportos. O Cessa Gran Caravan consegue operar em pistas “muito ruins ou despreparadas”. O chefe da Azul Conecta disse esperar que esses locais “melhorem minimamente” para não virarem um “problema” no futuro.
“A flexibilidade do Caravan não exclui a necessidade de investimentos nos aeroportos.” “Mesmo sendo uma aeronave parruda, temos exigências de segurança, e nisso a gente concorda 100% com a Anac.” “Então, vamos parar as operações até que aquilo seja consertado”, afirmou.
Regularidade das operações é prioridade
A regularidade das operações é um dos argumentos apontados por Cordeiro para justificar a presença da Azul Conecta. “Se o empresário não sabe se vai conseguir pousar ou não por causa da infraestrutura, ele vai de carro para um aeroporto maior. Isso desestimula a demanda.”
A empresa busca garantir que os voos ocorram conforme o planejado, evitando cancelamentos e atrasos. A avaliação do retorno ao Rio Grande do Sul e a possível ampliação no Paraná dependem de melhorias nos aeroportos e da estabilidade dos custos operacionais.
Fonte
- www.melhoresdestinos.com.br
- Entrar (melhores.la)

