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Combustível de aviação: Petrobras deve subir 18% em maio


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Combustível de aviação: Petrobras deve subir 18% em maio
Crédito: www.melhoresdestinos.com.br

Petrobras anuncia novo reajuste

A Petrobras deve anunciar amanhã (1º de maio) um novo reajuste, desta vez de 18%, no preço do combustível de aviação (QAV). No dia 27 de fevereiro, a estatal já havia feito um aumento de 9,4% no QAV referente a março. Com isso, no acumulado de três meses, a expansão deverá passar de 80%.

Impacto nas companhias aéreas

O combustível de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas, com fatia de cerca de 30%. Segundo a Abear, a participação do QAV nas contas já está maior, em torno de 45%. No mês passado, as tarifas avançaram, em média, 18% em comparação a março de 2025.

Algumas empresas praticam o chamado hedge, uma espécie de contrato futuro para aquisição do combustível de aviação. Parte do insumo de março já havia sido obtida a preços menores antes da guerra.

Guerra e fechamento do Estreito de Ormuz

Cerca de 30% da produção global da commodity passa pelo Estreito de Ormuz. O Estreito de Ormuz está parcialmente fechado desde o início da guerra.

Medidas do governo federal

O governo federal anunciou no início deste mês algumas iniciativas para aliviar o bolso das empresas do setor. Entre elas:

  • PIS/Cofins zerado: deve permitir às empresas economizar R$ 0,07 por litro de QAV.
  • Prorrogação do pagamento das tarifas de navegação: as empresas só precisarão fazer em dezembro os repasses à FAB referentes a abril, maio e junho.
  • Duas linhas de crédito: com acesso a verbas federais de até R$ 3,5 bilhões.

Reação da Abear

O presidente da Abear, Juliano Noman, disse que a redução do PIS/Cofins é “bem-vinda, mas com impacto pequeno diante do aumento de custos enfrentado pelas empresas”. O executivo estima que só com o QAV em abril o custo das empresas com combustível chegou próximo de R$ 1 bilhão. Desse valor, o imposto representa perto de R$ 25 milhões.

O governo informou que um terço do aumento seria aplicado de imediato e o restante, parcelado em seis meses. A medida não foi efetivada “por diversas razões”, segundo o presidente da Abear.

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