O que é o EES e como funciona
O Entry/Exit System (EES) entrou em vigor definitivamente nesta quarta-feira, 10 de abril. Este sistema digital da União Europeia registra e armazena dados de entrada e saída de viajantes estrangeiros.
Seu objetivo é modernizar o controle de fronteiras, reforçar a segurança e melhorar o monitoramento das entradas no bloco europeu.
Processo de registro
O modelo funciona de forma automatizada e integrada aos sistemas de controle migratório. Ao chegar ao destino, o viajante deve registrar:
- Escaneamento do passaporte
- Biometria facial
- Impressões digitais
- Local e data da entrada
Esses dados são reunidos em um banco central, permitindo acompanhar o histórico de deslocamentos e o tempo de permanência de cada visitante.
Armazenamento de dados
As informações ficam armazenadas por até três anos ou até o vencimento do passaporte. Podem ser reutilizadas em viagens futuras, agilizando processos enquanto mantêm registro detalhado dos movimentos fronteiriços.
Quem é afetado pelo novo sistema
O EES vale para viajantes estrangeiros que entrarem em um dos 29 países do Espaço Schengen em estadias de curta duração, limitadas a até 90 dias.
Inclusões e exclusões
Isso inclui brasileiros, seja em viagens de lazer ou de negócios. O Espaço Schengen é formado pela maioria dos países da União Europeia, além de nações que não fazem parte do bloco:
- Noruega
- Suíça
- Islândia
- Liechtenstein
Por outro lado, os países da União Europeia que não integram a zona livre de circulação são Irlanda e Chipre. O Reino Unido não faz mais parte da União Europeia nem do Espaço Schengen, ficando totalmente fora do sistema.
Viajantes com destino a esses territórios não serão afetados pelas novas regras.
Histórico de implementação
O EES foi anunciado há cerca de uma década e, desde então, vem sendo adiado sucessivamente. A implementação chegou a ser prevista para 2022, mas acabou suspensa ao menos três vezes.
Foi finalmente colocada em prática de forma gradual, em 12 de outubro de 2025. Os atrasos refletem a complexidade técnica e logística de implantar um sistema unificado em múltiplos países.
Questões operacionais e de infraestrutura contribuíram para o adiamento do projeto. A fase inicial de testes revelou desafios que precisaram ser superados antes da adoção definitiva.
Desafios iniciais e soluções
Durante os primeiros meses de operação experimental, alguns aeroportos enfrentaram dificuldades. Em Lisboa, as filas chegaram a até oito horas.
No final de dezembro, o governo português suspendeu o uso do sistema por três meses. O EES foi retomado no país na semana passada, após ajustes técnicos e operacionais.
Aplicativo Travel to Europe
Para facilitar a experiência dos viajantes, a União Europeia lançou a aplicação Travel to Europe. O aplicativo permite o pré-registro de dados do passaporte e da biometria até 72 horas antes da chegada.
Esta ferramenta está disponível para download na Google Play Store e na Apple App Store. A iniciativa busca reduzir o tempo de espera nos postos de controle migratório.
Viajantes que utilizarem o aplicativo poderão agilizar o processo de entrada, enviando informações antecipadamente. Essa medida complementar demonstra o esforço para equilibrar segurança e conveniência.
Preparação para viagens futuras
Brasileiros que planejam visitar países do Espaço Schengen devem estar cientes das novas exigências. O registro biométrico se tornará parte rotineira do processo de imigração.
Recomendações importantes
É recomendável que os viajantes verifiquem a validade de seus passaportes com antecedência. Documentos próximos do vencimento podem causar complicações.
O uso do aplicativo Travel to Europe é opcional, mas pode significar ganhos significativos de tempo. Quem optar por não utilizá-lo deverá fornecer todos os dados diretamente nos postos de fronteira.
Em ambos os casos, as informações coletadas serão armazenadas no sistema central por até três anos.

