As companhias aéreas brasileiras solicitaram acesso a R$ 5,5 bilhões em recursos federais do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para enfrentar a crise provocada pelo aumento dos combustíveis. O pedido foi apresentado ao Ministério de Portos e Aeroportos, que definiu as condições de uso do crédito. Dessa forma, a medida visa aliviar a pressão financeira sobre o setor, que enfrenta custos operacionais elevados.
Condições para acesso aos recursos
Para obter os recursos, as companhias aéreas precisam cumprir algumas exigências. Uma delas é a proibição temporária de ampliar a distribuição de lucros aos acionistas, conforme estabelecido pelo governo. Essa condição busca garantir que o dinheiro seja usado para fortalecer as operações e não para remunerar investidores. Além disso, as taxas de juros variam de acordo com a finalidade do financiamento:
- 4% ao ano para capital de giro;
- 6,5% ao ano para linhas voltadas ao combustível sustentável de aviação (SAF) e infraestrutura logística;
- 7% ao ano para manutenção de aeronaves e motores;
- 7,5% ao ano para aquisição de aeronaves.
Sete frentes de uso do crédito
O Ministério de Portos e Aeroportos definiu que o crédito disponibilizado via FNAC pode ser usado pelas companhias aéreas em sete frentes. Entre elas, destaca-se a aquisição de combustível sustentável de aviação produzido no Brasil, uma medida que incentiva a produção nacional e reduz a dependência de importações. Outra frente importante são os pagamentos antecipados para aquisição de aeronaves, que podem ajudar as empresas a negociar melhores condições com os fabricantes. Ademais, os recursos podem ser aplicados em investimentos em infraestrutura e equipamentos de apoio à aviação civil, como modernização de hangares e sistemas de manutenção.
Embraer comemora a notícia
Embora não sejam obrigadas a adquirir novos aviões com os recursos do FNAC, as companhias que decidirem usar os recursos para isso apenas poderão comprar modelos de fabricação brasileira, o que coloca a Embraer em um cenário favorável. Hoje, em encontro com jornalistas em São José dos Campos, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, comemorou a notícia. “Para a Embraer, isso é muito importante. Queremos ver as aéreas mais fortes voando no Brasil. E eles vão ter mais oportunidades de comprar mais aviões. Apoiamos esse movimento do governo como FNAC”, afirmou o executivo, de acordo com informações do jornal Valor Econômico.
Posicionamento das companhias
A Azul e a Latam se manifestaram positivamente sobre o acesso aos recursos, sinalizando apoio à iniciativa. Ambas veem no FNAC uma oportunidade para aliviar a pressão financeira e investir em sustentabilidade e renovação de frota. Por outro lado, o Melhores Destinos procurou a Gol para um posicionamento, mas ainda não obteve um retorno. A fonte não detalhou se a empresa avalia aderir ao programa ou se há ressalvas.
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Fonte
- www.melhoresdestinos.com.br
- Entrar (melhores.la)
- Azul (melhoresdestinos.com.br)
- Latam (melhoresdestinos.com.br)
- Gol (melhoresdestinos.com.br)
- Valor Econômico (valor.globo.com)