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Governo estuda medidas para conter preço de passagens aéreas


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Governo estuda medidas para conter preço de passagens aéreas
Crédito: www.melhoresdestinos.com.br

O governo federal avalia internamente medidas para conter o aumento das passagens aéreas, pressionadas pela crise do petróleo no cenário internacional.

Segundo o Ministério da Portos e Aeroportos (MPor), o objetivo é “preservar a competitividade das empresas, evitar repasses excessivos ao consumidor e manter a conectividade aérea no país”.

O material foi encaminhado à Fazenda “como subsídio técnico para avaliação” e integra apenas uma lista de tratativas internas do governo federal.

Impacto do petróleo nos custos das passagens

O petróleo é matéria-prima do querosene de aviação (QAV), combustível que representa 30% dos custos totais da operação das companhias aéreas.

Com a escalada dos preços do barril no mercado internacional, a pressão sobre as tarifas aéreas se intensifica em todo o mundo. As tarifas podem ficar de 10% a 40% mais caras dependendo da região.

Contexto brasileiro do combustível

No Brasil, as companhias aéreas podem ajustar tarifas em rotas afetadas por combustível importado, embora 80% do QAV usado no país seja produzido internamente.

Cenário internacional já reflete alta

Na Europa, a Air France e a KLM já aumentaram o preço de passagens para voos de longa distância. Na classe econômica, o bilhete pode ficar € 50 (cerca de R$ 300) mais caro por cada viagem de ida e volta.

Em alguns países, os alarmes já soaram para a possibilidade de companhias aéreas iniciarem cancelamentos massivos de voos a partir do mês que vem.

Razões para os cancelamentos

Os cancelamentos seriam em razão da escassez de combustível e da elevação de custos operacionais, conforme alertas do setor.

Posicionamento das empresas aéreas brasileiras

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa Azul, Gol e Latam, acredita que o fato de a maior parte do QAV usado no Brasil ser produzido internamente pode ajudar o país a amortecer os impactos dos choques externos sobre o setor.

As companhias aéreas nacionais buscam canais de diálogo com o governo federal. O objetivo do diálogo é discutir os efeitos da escalada do petróleo nos investimentos das companhias, conforme informações da entidade.

Medidas em análise pelo governo federal

O material encaminhado à Fazenda traz subsídios técnicos para avaliação de possíveis ações, mas a fonte não detalhou quais medidas específicas estão sendo consideradas.

O documento integra apenas uma lista de tratativas internas, sem caráter de decisão final. A análise ocorre em meio a preocupações com a manutenção da conectividade aérea e a competitividade das empresas, conforme destacado pelo MPor.

Perspectivas para o setor aéreo brasileiro

O cenário atual coloca em evidência a vulnerabilidade do setor de aviação às flutuações do mercado de petróleo.

Enquanto países dependentes de combustível importado enfrentam pressões mais imediatas, o Brasil conta com produção interna significativa de QAV. Essa característica pode oferecer algum amortecimento, mas não elimina completamente os riscos de repasse de custos aos consumidores.

As companhias aéreas seguem em diálogo com o governo para encontrar soluções que equilibrem sustentabilidade financeira e acessibilidade das passagens.

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